Review 007 Contra Spectre

007 Contra SPECTRE

“Há quase uma década Daniel Craig fazia sua estreia como o espião mais famoso de todos os tempos. Chegando ao provável final dessa fase. Será que o desfecho é digno da franquia?”

Apenas começando!

Após a maior bilheteria da história de 007, Sam Mendes assume novamente a direção do novo longa chegando às telas esse mês de Novembro. Com o árduo trabalho de apresentar um possível desfecho para trama iniciada em 2006 com Cassino Royale, o diretor aposta no crescimento de Bond ao longo desses anos, confrontando o personagem direto com seu passado e todos os “demônios” nele presente. Logo no plano inicial podemos sentir o gosto do que está por vir, ângulos precisos e a bela direção de fotografia de Hoyte Van Hoytema nos levam para o México em uma perseguição alucinante, com direito a câmeras seguindo Bond em ritmo acelerado, tomadas áreas e um helicóptero desgovernado. Os efeitos especiais muitas vezes dispensam computação gráfica, entregando um realismo ímpar, uma marca já consagrada pela franquia.

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Let the sky fall!

Em comparação com seu antecessor, as sequências de ação aparecem em menor quantidade, sempre há um diálogo para o equilíbrio da película entre cenas, o que realmente atenua o enredo, possibilitando melhor compreensão. Sobre o roteiro, esse traz um Bond maduro frente a todos os acontecimentos recorrentes de outrora. Seguindo uma pista, o agente se depara com uma organização de influência global e que fora responsável pelo rumo dos eventos no decorrer dos filmes passados. Bond no que aparenta ser sua última missão atravessa belos lugares, cenários dignos da série. Tudo é minuciosamente pensado em cena, desde o piso no chão até os figurinos das mais altas grifes, talvez seja o filme mais refinado da era Craig. O novo Aston Martin DB10, apesar da rápida aparição, rouba a cena com seu ar futurista e seus gadgets que remetem ao passado do personagem, passado esse que os roteiristas buscam trazer desde Skyfall, adaptando o que começou um tanto quanto desleixado no Cassino Royale até chegar finalmente ao formato clássico da série nessa última película. Esse amadurecimento do Filme/Bond é a melhor aquisição que você leva do longa, trama madura, personagens bem resolvidos, um vilão que antagoniza perfeitamente com Bond, afinal estamos falando do vencedor do oscar Chistop Waltz que nada deixa a desejar para Javier Bardem em sua impecável atuação em Skyfall.

Somente para nossos olhos!

Acrescente a toda essa soma duas das mais belas Bond Girls já vistas, Monnica Belluci que continua linda em seus 50 anos, a atriz mais velha a interpretar uma BG. E a jovem francesa Léa Seydoux, essa esbanja talento interpretando Madeleine Swann, funcionando como a oportunida de redenção de Bond no decorrer do filme. E finalmente não poderia deixar de citar Ralph Fiennes, o novo M, que diferente dos outros, pega em armas e participa da ação, além de passar o ar de liderança já esperado por todos, sem dúvida um nome de peso para os novos filmes.

Never Say Never Again!

Sobre o desfecho, esse demonstra que os rumos da franquia ainda são obscuros. Talvez o final assinale a saída de mais um ator, mas sabemos que Bond transcende o conceito de atores, o personagem sempre retornará cedo ou tarde. No geral SPECTRE agrada pela sua maturidade e pelo resgate do formato clássico da série, algumas tomadas longas e uma pequena desordem ao tentar conectar personagens dos filmes anteriores à trama atual, assilam pequenos defeitos, mas nada que comprometa a experiência do longa que estreia dia 5 de Novembro nos cinemas brasileiros.

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!