Robot Review: Uncharted 4: A Thief’s End

Uncharted 4: A Thief’s End teve seu lançamento oficial no dia 10 de maio, e hoje, com um leve atraso a RobotGeek traz a review de um dos jogos mais esperados dessa nova geração.

O game conta a saga dos irmãos Drake atrás de Libertalia e do tesouro perdido de Henry Avery, busca essa motivada por acontecimentos do passado de Nathan e Sam, todos revelados no decorrer do jogo.

A parceria entre Nathan e Sam mostra como a série aprendeu com The Last of Us ao tentar recriar a parceria de Joel e Ellie.

O último jogo da saga de Nathan Drake cumpre com o que promete e traz melhorias extremamente significantes comparado com os outros jogos da saga, não só graficamente, mas na sua física e jogabilidade, que estão muito mais reais, e isso não se deve apenas a nova geração, mas também no excelente trabalho da Naughty Dog, algo que já se tornou comum.

A Thief’s End traz um enredo muito mais trabalhado que nos jogos antecessores. O jogo apela muito mais pro emocional e apresenta muito mais história por trás de todos os acontecimentos. Agora há uma motivação para cada ação de cada personagem. O acontecimento que levou a essa mudança foi a maior influência de Neil Druckmann no processo de criação da história do game, depois do sucesso estrondoso de The Last of Us, ele teve uma maior participação em Uncharted e mostrou o motivo da Naughty Dog ser a maior potência em produção de games no cenário atual, juntamente com a Rockstar.

Uncharted 4 teve algumas mudanças significativas em sua jogabilidade, as duas principais alterações foram a retirada do botão de contra-ataque e a substituição por uma esquiva onde Nate rola para o lado, isso dificultou um pouco o gameplay de combate, mas ainda o deixa extremamente fluído. A outra mudança foi a retirada do botão para jogar a granada de volta ao inimigo, o que deixou o tiroteio mais difícil, onde o comando da esquiva entra em ação, sendo uma das ações mais utilizadas no game.

O modo furtivo do game foi melhorado imensamente, agora existem possibilidades maiores de se passar por áreas cheias de inimigos sem ser percebido, utilizando o cenário para se esconder, outro legado de The Last of Us.

Mais um diferencial é a adição do gancho, um tipo de “chicote” que permite que Nathan faça várias ações, inclusive em combate, como por exemplo se pendurar e atirar, o que acaba deixando o jogo mais frenético ainda.

A qualidade gráfica do jogo é impecável, não há o que reclamar, a coisa mais comum enquanto se joga é ficar de boca aberta pelo tamanho capricho dos produtores do game, é tudo muito bem detalhado, é tanto detalhe que é quase impossível de se captar todos eles.

As cenas de explosão são de fazer os olhos brilharem, ação essa que acaba se tornando normal no decorrer do jogo, tamanho o número de cenas que fazem o jogador ficar estático, sem reação alguma perante a perfeição gráfica que o game apresenta.

Obviamente que toda essa qualidade também tem seus defeitos, é possível ver alguns bugs no decorrer do jogo, mas nada comum ou exageradamente mal feito, o bug provavelmente decorre da engine do jogo e não influencia em momento algum na jogabilidade, durante a campanha foram vistos uns 2 ou 3, no máximo.

Outro fator interessante em Uncharted: A Thief’s End que foi melhorado é a trilha sonora, finalmente uma trilha sonora tão grandiosa quanto o jogo.

O multiplayer do game é similar ao dos outros jogos e roda extremamente bem, liso e sem problemas, quem possui uma conexão razoável pode se divertir muito no jogo e aumentar sua vida útil em muito tempo. O mais divertido continua sendo o Mata-mata em equipe. O gancho também pode ser, inclusive para bater nos adversários, o que causa um enorme dano.

Para finalizar pela primeira vez o modo single player, sem explorar muito o cenário, levaram-se exatas 13 horas, um tempo significativo pra uma campanha, nada gigante, mas uma campanha extremamente satisfatória.

Os vilões do jogo também são envolventes, assim como Drake e os outros membros dos “mocinhos”, Rafe, o ex parceiro de Sam e Nate e também um grande filhinho de papai, possui tanto desejo pelo tesouro de Henry Avery quanto Nate possui por adrenalina, o que o torna extremamente perigoso e fora de si quando se trata do ouro dos piratas; Nadine pode ser considerada uma vilã coadjuvante, mas ainda tem sua parcela de mérito, sendo a comandante da Shoreline, um exército de aluguel que tenta impedir os irmãos Drake de qualquer forma.

Como citei no início do texto, o enredo do jogo está muito mais enxuto, possui uma qualidade nunca vista na série, algo que não se via nos outros jogos da série, o dilema de Nathan Drake é o ponto alto do enredo, a trama entre Nate e Sam, ou Nate e Elena é muito mais envolvente que qualquer outra já apresentada nos outros jogos da série, Uncharted finaliza a saga de Drake com um roteiro que o ladrão mais querido do mundo merecial. Uncharted 4: A Thief’s End pode ser considerado o fim da saga de Nathan Drake, mas não o fim do jogo, a história ainda deixa pontas soltas que podem ser utilizadas no futuro.

O capítulo final não poderia ter sido melhor, Uncharted 4 é uma experiência obrigatória pra quem possui um Playstation 4, assim como os outros jogos da série, é provavelmente um dos melhores exclusivos da Sony em todos os tempos.

 


Review elaborado por Giovanni Pronesti, colaborador e amigo dos Roborgeeks. Tem um peculiar gosto por Yu Gi Oh!

Gilberto Amaral

Publicitário que adora contar e ouvir uma boa história. Viciado em tudo sobre a cultura pop, de Andy Warhol a Carreta Furacão.