The Flash e o indispensável arco Ponto de Ignição

Alguns heróis clássicos realmente dispensam apresentações, ao tempo que a importância empregada à eles, parece só aumentar. Em 2011 a DC lançou um arco desses icônicos heróis, intitulada “Flashpoint”, com uma trama que trazia um Flash realocado em outra linha temporal. Tamanha a importância do arco, que serviu como “reboot” de todo o universo dos heróis, resultando no lançamento do sucesso de vendas “Os Novos 52.” Hoje trago um pouco acerca dessa HQ, que no Brasil recebeu o título de “Ponto de Ignição.” 

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AVISO: CONTÉM PEQUENOS SPOILERS SOBRE A TRAMA. (Nenhum marcante, todos que trago são revelados logo no início da trama)

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Ponto de Ignição, lançado no Brasil pela Panini Comics, foi um marco na história dos quadrinhos; o reboot inesperado do universo da DC, só foi possível por esse arco tão famoso e que esbanja qualidade. Roteirizado por Geoff Johns e desenhado por Andy Kubert, Flashpoint foi uma publicação lançada em crossover com outros heróis. Com foco em Barry Allen; o famigerado Flash, que retornou em Crise Final (arco publicado em 2008 em 7 edições).

A trama tem início quando Barry acorda e percebe uma alteração gritante em seu mundo, sua mãe está viva e Iris está casada com outro, são os paradoxos iniciais do qual o jovem se depara. Disposto a descobrir o que houve, Flash vai atrás dos membros da Liga da Justiça, mas percebe que não tem poderes nesse universo, o que obviamente resulta no total anonimato do herói. Com as alterações iniciais já evidentes, o enredo vai além, e nos mostra um mundo a beira do colapso; Aquaman e Mulher Maravilha travam uma guerra que já destruiu toda Europa, e ameaça as Américas. Superman não existe como herói e Batman é Thomas Wayne, que não hesita em matar seus inimigos ou usar armas de fogo. A revelação da identidade do Homem-Morcego é feita logo no princípio; nesse universo, Bruce teria sido assassinado no lugar dos pais, o que leva Thomas a vestir o manto. Outra grande revelação, que não trarei para preservar a trama, é sobre a identidade do Coringa. Cyborg é funcionário do governo e o único que aparenta ser um herói verdadeiro frente aos acontecimentos. Barry percebe que suas memórias se alinham com os eventos desse universo, que descobrimos não se tratar de um paralelo, mas sim da sua própria linha temporal. Indo de encontro ao Batman, Flash consegue convencê-lo sobre sua história e ambos tentam reverter tudo aquilo, descobrindo que a chave principal está com seu maior inimigo; Professor Zoom, o Flash-Reverso 

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A trama se desenvolve de maneira densa, com vários requintes de violência e de revelações dentro dessa nova linha temporal caótica. A questão do “efeito-borboleta” é acentuado de maneira evidente no enredo, pequenas nuances que mudam totalmente a vida de todos e refletem diretamente nos laços entre os principais heróis e vilões que compõem o universo da DC, culminando no desfecho com uma grande revelação e que também mudaria toda diretriz da cânone principal. Atualmente vimos que a série da CW já incorpora e faz referências à vários arcos dos quadrinhos, incluindo no final da segunda temporada, uma menção clara à HQ “Crise das Infinitas Terras.” Ainda no final, tivemos um evento significativo que culminará em Ponto de Ignição, chegando na terceira temporada. Vale lembrar também que uma animação adaptando “Flashpoint” também foi feita em 2013, do qual recomendo pela fidelidade aos quadrinhos e pelo ar maduro que tal animação recebeu.

Confira o trailer da terceira temporada de” The Flash”:

 

Confira o trailer da Animação “Liga da Justiça: Ponto de Ignição”

 

 

 

 

 

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!