Na trilha dos imortais com Highlander

“Algumas fitas realmente surgem para dar tom à época da qual são lançadas, claro que o fazem dentro de sua proposta. Caso esse de Highlander, intitulado “O Guerreiro Imortal” em território brasileiro. O longa que atualmente não é popular entre os jovens consumidores da cultura pop, é lembrado com carinho e saudosismo por quem o acompanhou na década de 80, ou ainda em 90, como foi meu caso. O remake, ainda sem data prevista, pode chegar para mudar esse cenário e conseguir novos seguidores dessa mitologia tão rica que é a história dos imortais.”

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É certo que o longa, lançado em 1986, criou uma mitologia. Mesmo que não seja tão abrangente ou tão seguido como outras grandes franquias, Highlander carrega em sua trama elementos medievais, que remetem ao RPG, além de história e filosofia; claro que a trama dos anos 80 não trazia grandes ambições e hoje pode ser facilmente considerado datada, cafona e até mesmo rasa e banal, mas o ar característico do bom cinema oitentista está impregnado na produção, situando-a em algum lugar dentro do universo cult, aquele do qual os fãs consagraram. Por destaque, o filme conta com a trilha sonora de Queen, com a canção principal “Who Wants to Live Forever”, estouradíssima naquele momento. O elenco é marcado pela presença de Sean Connery, que se mantinha em alta na época, e Christoper Lambert, que dava vida ao protagonista. O ator, que já participara de obras também consideradas cults hoje, como Subway (1985), foi um dos responsáveis por trazer esse ar oitentista tão rico para o longa.

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A história trata de humanos imortais que existem desde os primórdios e que supostamente devem se digladiar entre si, até que haja apenas um; lema esse do filme. E o guerreiro que restasse adquiriria o poder e conhecimento dos demais derrotados. Partindo dessa premissa, acompanhamos Connor McLeod, que se torna imortal em 1536, sua condição é aquela já conhecida dos imortais, em sua eterna vivência, acabam perdendo família, amigos, etc. E não é diferente para McLeod, duranta o longa acompanhamos sua história passada através de flashbacks, enquanto o filme se desenrolava naquele presente de 1986, no passado também podemos ver Sanchez Villa-Lobos Ramirez, interpretado por Connery. Sanchez treina Connor, ao tempo que o situa dentro do universo dos imortais, alertando-o sobre as batalhas vindouras. A história desenrolada no presente, traz o guerreiro buscando por seu maior rival Kurgan (Clancy Brown), culminando em um eminente embate ao final.

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Russell Mulcahy, que dirige a película, vinha de algumas “Obras B” e também da direção de vídeo-clipes, arte em alta nos anos 80. E essa linguagem está presente em todo momento na trama, tornando o filme fácil de ser visto. Uma boa dosagem de humor que fez jus à década também está lá. E esse humor, por muitas vezes, se contrasta com a fotografia solitária. Solidão também é um tema pontual da fita e é sempre catalisada pelo ar de tristeza que McLeod emprega algumas vezes. O orçamento baixo, girando em torno de 19 milhões de dólares, é refletido nos efeitos especiais, o que poderia ser hoje, motivo de chacota por parte das novas gerações. Porém é certo que o longa consagrou-se nas mãos dos saudosistas que tiveram a oportunidade de assistir tal fita na época, suas batalhas épicas e sua rica mitologia foram elementos que marcaram tal década mágica, mas que hoje, diante das tantas mídias disponíveis, parece não mais caber. Vale lembrar que o filme ganhou duas continuações, que foram fracassos de crítica, além de série, série animada e jogos. O remake ainda não possui data prevista e contará com o iniciante Cedric Nicolas-Troyan na direção, pouco foi divulgado sobre o elenco. Mais notícias sobre esse e outros filmes você encontra aqui, na Robotgeeks!

Confira o Trailer:

 

 

 

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!