Crítica da estilosa estreia: Máquina Mortífera

“Sabemos que os filmes policiais, em específico os mistos de ação e humor pastelão, foram um dos carros-chefe da década de 80. E Richard Donner concebeu um dos mais importantes títulos. Unindo dois atores em alta, Mel Gibson e Danny Glover, Máquina Mortífera estreara em 1987, tornando-se um sucesso imediato. A acertada fórmula rendeu três continuações, e partindo dessa premissa, a FOX ressuscita a franquia que chega em forma de série. Mas será que ela tem tanto gás como os filmes clássicos?”

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Maquina Mortífera, que estreou ontem (04/10) no Brasil pelo canal Warner, é criação de Matthew Miller, também criador de Chuck. Logo no piloto, percebemos que a produção da FOX se esforça na busca de conduzir a nova série no caminho percorrido pelos longas clássicos da franquia. É certo que a receita original e acertada está presente aqui, sendo essa o melhor elemento da série, o clima é cuidadosamente recriado, desde o elenco escolhido, que conta com Damon Wayans (Eu, a Patroa e as Crianças) Clayne Crawford (24 Horas), até as ousadas sequências de ação, sempre beirando o exagero que marcaram o gênero.

A trama tem início com Martin Riggs (Clayne Crawford) que abalado por uma perda pessoal, passa a viver no limite da existência. Sempre arriscando sua vida por não conseguir lidar com o trauma, o detetive é realocado e passa a trabalhar com Roger Murtaugh (Damon Wayans). Roger acaba de passar por um infarto e voltou a força policial recentemente, o detetive espera apenas viver uma vida sossegada após sua quase morte, mas seu caminho é totalmente mudado quando Riggs cruza seu caminho. A série é bem produzida e conta com efeitos especiais de primeira linha, algo raro para esse tipo de produção que geralmente detém de orçamentos divididos, resultando em efeitos genéricos. A trilha sonora é intensa e presente, trazendo canções de bandas como Of Monsters and Men, tais faixas sempre ornamentam a cena e contribuem para o clima pretendido, seja na tristeza de Martin ou nas interações cômicas entre os protagonistas; e por falar nelas, a química entre Damon e Clayne é excelente, digna de Gibson e Glover. A pontual comédia que marcou os filmes antigos também está aqui, obviamente com uma nova roupagem e adaptada ao contexto atual, além de sempre estar disposta na medida certa, contrastando com momentos mais densos, esses quase sempre protagonizados por Riggs.

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Concluindo, Máquina Mortífera é uma excelente estreia dentre tantas outras que valem a pena, para quem está familiarizado com os longas antigos e se agrada das produções do gênero, é um prato cheio. Homenagens e momentos nostálgicos, qualidade técnica excelente, sequências de ação bem orquestradas e humor marcam o piloto e são elementos que podem fazer da produção promissora. Ficou clara a preocupação e cuidado em fazer jus à fita original, e a série o faz com excelência, ao tempo que também consegue ser original na adaptação para os dias de hoje. Não deixem de conferir. Mais informações sobre essa e outras série, você encontra aqui na Robotgeeks!

 

 

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!