Frequency: Crítica

“Continuando com nossas críticas e recomendações de estreias das séries que perpassam o outono americano, dessa vez com outra produção tratando sobre as relações do espaço-tempo, mas agora com um plano de fundo pautado em investigações criminais.”

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Possivelmente Frequency, nova série do canal CW, vai soar familiar para muitas pessoas, afinal a produção foi baseada em um longa estadunidense de mesmo título, que no Brasil chegou como “Alta Frequência.” O filme, que estreara por aqui em meados de 2000, não foi tão expressivo; embora quem teve a oportunidade de vê-lo, se deparou com uma ótima história e que novamente é recontada pela série, com pequenas diferenças e adaptações para o formato, mas que em essência, mantém a cânone da fita original.

O enredo apresenta a detetive Raimy Sullivan (Peyton List), que jamais conseguiu superar a morte do seu pai Frank Sullivan (Riley Smith). A detetive acredita que ele, também policial, foi corrompido e acabou morto durante uma operação desastrosa, até que encontra um rádio e percebe que através dele, consegue se comunicar com seu pai no passado, pouco antes do seu assassinato. Paro por aqui, em prol de evitar possíveis spoilers acerca da trama. O piloto chama a atenção, a começar pela fotografia, que já evoca o peso da qualidade técnica do material. Tons frios alcançam o sentimento proposto e desprendido pela nossa protagonista, essa chegando ao seu aniversário de 28 anos, um dia antes do aniversário de 20 anos da morte de seu pai, e temos esse clima construído de maneira sútil e eficaz, algo que permeia toda a história introdutiva do episódio inicial. Nuances da trama são apresentadas de maneira quase subliminar, ocorrendo no plano de fundo, como o retorno ao presente de um serial killer que atuara nos tempos de Frank. Tais nuances vão se interligando, ao tempo que são estruturas chave dentro da linha temporal proposta pela narrativa. E sim, a linha temporal e suas mudanças é acompanhada dos velhos paradoxos, leis e suposições que perpassam a dinâmica das viagens no tempo; essas das quais estamos acostumados e nunca cansamos de revisitar. A plot é cativante, e a condução da trama prende a atenção do início ao fim. Os personagens, apesar de jovens dentro dessa história, trazem consigo uma grande carga dramática, que gera o carisma e promove a ligação com o espectador de modo eficiente.

Frequency -- "Pilot" -- Image Number: FRQ101f_0054.jpg -- Pictured (L-R): Mekhi Phifer as Satch and Riley Smith as Frank -- Photo: Bettina Strauss/The CW -- © 2016 The CW Network, LLC. All rights reserved.

Dentro de tantas estreias, aponto Frequency como mais um produto promissor, e que pode agradar os fãs que se atentem da temática. Tanto a narrativa policial, como a própria ficção acerca das questões temporais são um prato um cheio, e inicialmente são tratadas com muito respeito e atenção pela produção.

Confira o Trailer

 

 

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!