[Review] Passageiros

Passageiros traz uma boa dose de ficção incorporado ao romance entre seus personagens. Logo no inicio, observamos a inquietude humana em desbravar o universo para encontrar novos planetas aptos a receber nossa raça, algum lugar para chamarmos de lar.

A bordo da espaçonave Avalon, repleta de tecnologias extravagantes, existem pessoas que buscam de aventura, do desconhecido ou uma oportunidade de recomeçar no futuro planeta. Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jeniffer Lawrence) são retirados da hibernação muito antes de chegarem ao destino final, o planeta Homestead II, e precisam lidar com os imprevistos ocorridos durante a viagem.

O roteiro possui poucas surpresas, exibindo suas reviravoltas em seu primeiro ato, deixando um pouco do suspense de lado. Embora o diretor norueguês Morten Tyldum aplique conceitos interessantes, como o próprio visual da Avalon e seus ambientes mais clean, o longa não empolga apesar do esforço através da boa qualidade de seus efeitos visuais, visto que o 3D é aproveitado com a profundidade do campo no espaço.

As atuações de Lawrence e Pratt são medianas, dado que o roteiro não exige muito esforço de suas partes mesmo em situações complexas, algo que pôde ser observado com Benedict Cumberbatch que interpreta Alan Turing em O Jogo da Imitação, também comandado por Tyldum.

No final, sem grandes surpresas, fica a dúvida se Passageiros é um romance batido ou um sci-fi existencialista. Ou seja, o romance entre os personagens não tem motivo aparente, apenas sua solidão em comum. Para um filme de ficção científica, falta a tensão necessária na narrativa, que se mostra lenta e pegajosa.

Flatelo Araujo

Formado em engenharia da computação, amante de tecnologia, degustador cervejas especiais e metido a astrônomo amador, viciado em séries e filmes. Admirador do Iron Man afinal também pretendo ser milionário, playboy e filantropo.