[RobotTips] Dessa vez, quebramos a barreira dos smartphones: Paladins

Nos perdoem pelo atraso, mas os nossos redatores estiveram ocupados jogando Paladins e perderam o timing para enviar a matéria. Sem mais chorumelas, vamos ao que interessa!

Muita gente até já ouviu falar desse jogo mas calculou que, com Overwatch bombando forte, não valia o tempo investido ficar jogando mais um shooter free. Vamos deixar essa óbvia comparação entre games para depois.

Antes, vamos explicar do que se trata Paladins para quem não tem a mínima ideia do que se trata um MOBA FPS (jogo de tiro em primeira pessoa numa arena de batalha com vários jogadores online). Os jogos de tiro online, na época do Quake resumiam-se a cada um por si num tiroteio frenético onde, quem conseguir 20 kills primeiro ganhava.

Aos poucos, foram surgindo estilos de jogos diferentes, com formação de times, dominação de área e captura de bandeira… saudades do Unreal Tornament.

Counter Strike conquistou os jogadores com um conceito de jogo em equipe e missões a serem cumpridas, e Battlefield foi ainda mais longe com o conceito de dominação de spawnpoints e personagens com diferentes funções.

Calma galera do Call of Duty, muitos outros FPS também não foram citados, mas é por falta de tempo, e não por falta de mérito do Halo, Medal of Honor, CrossFire e muitos outros.

Vamos avançar para o Team Fortress 2, que investiu no conceito de personagens com diferentes habilidades e mapas com missões a serem cumpridas, geralmente relacionadas com domínio de área. É essa a base tanto do Overwatch como do Paladins.

Como os personagens de Paladins têm diferentes habilidades, não faz sentido separar os jogadores em equipes e colocar um bando para matar o outro. Todos os mapas do Paladins tem uma missão a ser cumprida, e os jogadores devem combinar as diferentes habilidades de seus personagens para ganhar o jogo.

Atualmente, as duas missões são dominar uma área por mais tempo e escoltar uma carga até a base inimiga (a carga só anda quando membros de uma equipe estiverem próximos a ela).

 

Os tipos de personagens são:

  • Tanque: fica lá na frente com pouca mobilidade ou pouco dano mas muita absorção de dano.
  • Suporte: tem poderes capazes de recuperar a vida dos aliados.
  • Dano: arregaça cada vez que acerta o alvo.
  • Flanco: tem mobilidade apelona, capaz de se enfiar no meio dos inimigos e desestabilizar a estratégia deles.

A variedade de personagens permite que alguns assumam diferentes funções durante o jogo, e existem duas opções de configuração para adequar o personagem ao inimigo a ser enfrentado.

A primeira configuração são os cards de personagem, que melhoram características específicas e são coletadas durante o progresso do jogo. A segunda configuração ocorre durante a partida, são melhorias que podem ser compradas sempre que o personagem volta para a base (como ocorre em alguns mobas).

E o mais importante de tudo: o jogo é muito divertido. Ganhando ou perdendo, você pode escolher o tipo de personagem mais adequado ao seu estilo e tentar seu melhor para buscar a vitória junto com seu time.

Olha só como o Silvio Santos se divertiu jogando Paladins:

 

Apesar da habilidade de cada um contar muito, não são poucas as vezes que um time tem jogadores com melhor desempenho individual e ainda assim, perde o jogo. A estratégia de se colocar no lugar certo e focar no objetivo é mais importante do que ficar caçando os adversários pelo mapa.

O jogo ainda está em desenvolvimento (mas totalmente funcional, não se percebem bugs), e acabaram de surgir novos mapas. Novos personagens ou modos de jogo podem surgir a qualquer momento.

Você pode jogar de graça baixando o jogo no site oficial ou pelo Steam.

A grana entra no jogo por meio de trajes para os personagens ou cards de melhoria. Apesar das vantagens dadas pelos cards, o jogo não fica tão “pagar para ganhar”, como ficou o Team Fortress 2.

Paladins é um jogo de tiro online gratuito para Playstation 4, Xbox One e PC. FIM DE PAPO!

Mas e o Overwatch? É melhor do que Paladins?

Podemos deixar essa discussão para outro dia? Paladins é de graça, dá pra você jogar e tirar suas conclusões, mas de qualquer maneira, semana que vem tem matéria aqui no RobotGeeks sobre essa comparação.

 

Roj Ventura

Roj Ventura foi, em 2001, responsável pelo experimento social “Predacolândia”, realizado em um tanque de 500 litros com diversos animais de água doce. O projeto era pay-per-view, mas a revolta de vários grupos ecológicos levou ao encerramento do experimento em 2004, com a liberação dos animais sobreviventes no Clube de Campo de Catanduva (que foi interditato no mesmo ano, sem divulgação da causa, pelo Departamento Estadual de Zoonoses). Por motivos federais, Roj Ventura mudou-se para o exterior (provavelmente algum país da América Latina) e aguarda a finalização das investigações da “Operação Tucumã” para poder voltar ao país.