[RobotReview] Legion: Primeiras Impressões

2017 mal começou e as séries retratando o universo dos super-heróis já começam suas estreias. Legion, série da Marvel, chega com a promessa de trazer novos ares para um gênero que já apresenta fortes sinais de desgaste, utilizando de elementos visuais marcantes e de temáticas atípicas, o piloto já parece demonstrar indícios de um produto diferente dos já vistos no mercado de séries, mas será que possui fôlego suficiente para de destacar? Descubra em nossas primeiras impressões!

Produzida pelo canal FX e com direção de Noah Hawley, Legion teve sua estreia na última quinta-feira (09/02/2016). A série está diretamente ligada ao universo dos X-Men, felizmente o piloto não apresentou indícios ou fortes laços que o relacionem a produção com os quadrinhos, sim é um ponto positivo, afinal a Marvel já tem um crescente mercado de séries e filmes que apesar de diferentes tramas, compartilham de propostas semelhantes, vide as séries da Netflix que até culminarão no crossover dos Defensores. Frente ao material já disponível, é certo que os fãs busquem por novas premissas e propostas que podem gerar outras experiências, e o piloto de Legion consegue nutrir esse feeling em seu primeiro momento. O feito é concebido pela ótima mão de Hawley que, apesar de novato, carrega o remake de Fargo em seu currículo, além de ter dirigido parte do seriado baseado no filme. O diretor usa e abusa da fotografia e do apelo visual para conceber ótimos requintes complementares à narrativa. Em Legion, o protagonista David Haller (Dan Stevens) filho do Professor Xavier, passou grande parte de sua vida em um hospício, sem saber que carrega uma mutação em seu DNA, o jovem pensa sofrer de transtornos psicológicos por escutar vozes e ter visões, eventos esses provenientes de sua mutação. O piloto, repleto de flashbacks propositalmente confusos no início, trabalha muito bem a dinâmica da loucura, Hawley evoca a questão visual com tomadas atípicas, slow motions, cores gritantes, forte iluminação e outros joguetes em prol do expectador experimentar dessa insensatez dentro do hospício e da própria mente insana de David. Esse modo de contar uma história já traz um ineditismo para as séries de heróis das quais estamos acostumados, o que é muito bom. O ótimo trabalho também se estende ao elenco, apesar de não tão conhecidos, Aubrey Plaza, Rachel Keller e Hamish Linklater e próprio Dan desempenham muito bem seus papéis, evidenciando a mão experiente por trás da direção.

Apesar do piloto não revelar muito sobre o futuro da série, na sequência final do episódio, já podemos enxergar que temos um produto essencialmente do universo X-Man em mãos, pois apesar de atípico, é certo que o produto não poderia se afastar muito de sua premissa inicial, que é ser uma série de heróis. O que podemos esperar é que a produção mantenha a boa qualidade e os requintes inéditos, ao tempo que fuja dos clichês mais que trabalhados em outras séries que compartilham da mesma temática, principalmente daquele fan service fajuto que insere personagens aleatórios somente para que os fãs os reconheçam, sendo esses absolutamente genéricos e que, em suma, só promovem um desfile de fantasias ridículas.

Confira o Trailer

 

 

Renan Gonçalves

Geek assumido. Historiador, assíduo leitor, consumidor de cultura pop (o pop não poupa ninguém). Apaixonado por dinossauros e filmes desde que vi Jurassic Park no cinema! O filme que me desvirginou em 93. Fã de carteirinha de James Bond, desde que vi ele saindo com várias mulheres em todos os filmes, mas ele não me desvirginou (Eu acho). Apelido NAN ou Gaúcho, pois uso nó maragato e até de ginete algumas vezes!